Como Organizar as Dívidas Quando o Dinheiro Não Dá Para Tudo

Tempo de leitura: 13 minutos

Como organizar as dívidas

Como organizar a s dívidas quando o dinheiro não é suficiente para pagar todas, é muito fácil se sentir perdido. São contas atrasadas, parcelas, cartão de crédito e outras despesas da casa acontecendo ao mesmo tempo.

Muitas pessoas acabam pagando uma conta aqui, outra ali, fazem uma nova compra no cartão e, quando percebem, a dívida aumentou ainda mais.

Mas quando o dinheiro não dá para tudo, o primeiro passo não é entrar em desespero. É preciso parar, colocar tudo no papel e entender a realidade financeira da família.

Neste artigo, você vai entender como organizar as dívidas, definir prioridades, reduzir gastos e procurar alternativas para conseguir sair dessa situação aos poucos.

Por que é importante organizar as dívidas

Quando existem várias dívidas, é comum a pessoa não saber exatamente quanto deve.

Uma parcela parece pequena. Outra também. A fatura do cartão chega, aparece mais uma conta atrasada e, aos poucos, a situação fica difícil de acompanhar.

O problema é que, quando você não sabe exatamente o que deve, também não consegue saber quanto dinheiro está comprometido.

Por isso, organizar as dívidas é o primeiro passo para começar a sair delas.

Não adianta simplesmente pagar a conta que está sendo cobrada naquele momento se, no mês seguinte, outras contas continuarão vencendo sem que exista dinheiro para pagá-las.

Não tente resolver tudo sem saber quanto deve

Antes de começar a pagar, faça uma lista de todas as dívidas.

Anote:

  • nome da dívida;
  • valor devido;
  • valor da parcela;
  • quantidade de parcelas restantes;
  • data de vencimento;
  • se está atrasada;
  • juros ou encargos, quando souber.

Pode ser em um caderno, uma planilha ou outra forma de controle que seja fácil para você acompanhar.

O importante é anotar absolutamente tudo.

Quando a pessoa não se dá o trabalho de registrar o que deve, pode acabar se perdendo completamente e nem saber quanto está pagando todos os meses.

Descubra quanto dinheiro entra e quanto sai

Como organizar as dívidas quando o dinheiro não dar para tudo

Depois de colocar as dívidas no papel, é hora de olhar para o orçamento da casa.

Você precisa saber:

  • quanto dinheiro entra todos os meses;
  • quanto é gasto com as despesas da casa;
  • quanto já está comprometido com parcelas;
  • quanto está sendo gasto no cartão;
  • quanto realmente sobra.

Se você não sabe quanto entra e quanto sai, fica muito difícil entender por que a conta não fecha.

É justamente por isso que acompanhar o orçamento durante o mês é tão importante.

Se ainda não sabe para onde seu dinheiro está indo, vale a pena começar pelo artigo Como descobrir para onde seu dinheiro está indo todos os meses.

Quando o dinheiro não dá para pagar todas as dívidas

Essa é uma situação difícil, mas é justamente nesse momento que a organização se torna ainda mais importante.

Na minha opinião, quando o dinheiro não é suficiente para pagar todas as dívidas, é preciso pagar primeiro as mais importantes, reduzir gastos e procurar uma forma de aumentar a renda.

Isso pode significar fazer uma renda extra para conseguir colocar as contas em dia e, ao mesmo tempo, diminuir temporariamente os gastos que não são essenciais.

A ideia é fazer com que no próximo mês exista mais dinheiro disponível para continuar pagando o que ficou pendente.

Não adianta pagar uma dívida e criar outra

Imagine que você tenha R$ 500 disponíveis para pagar dívidas, mas use todo esse dinheiro e depois fique sem dinheiro para uma necessidade importante da casa.

Se precisar recorrer novamente ao cartão ou a outro tipo de crédito para cobrir essa despesa, você terá diminuído uma dívida e criado outra.

Por isso, é importante olhar para a situação como um todo.

O objetivo não é apenas pagar uma dívida hoje. É conseguir sair da situação sem continuar aumentando o problema.

Reduza os gastos que não são essenciais

Como organizar as dívidas da casa

Quando uma pessoa está endividada, é preciso fazer alguns ajustes.

Isso não significa que ela tenha que cortar tudo para sempre. Mas pode ser necessário reduzir gastos não essenciais por um período, até que as contas voltem a ficar equilibradas.

Se existe uma dívida para pagar, não faz sentido continuar gastando indiscriminadamente como se nada estivesse acontecendo.

Nesse momento, é preciso olhar para cada gasto e perguntar:

Isso é realmente necessário agora?

Algumas compras podem esperar.

Alguns gastos podem ser reduzidos.

E pequenas economias feitas durante vários meses podem ajudar a criar espaço para pagar as dívidas.

Não confunda necessidade com vontade

Quando o orçamento está apertado, essa diferença precisa ficar muito clara.

Alimentação, moradia, transporte e outras necessidades da família precisam ser consideradas.

Já uma compra que pode esperar pode ser adiada enquanto a situação financeira não melhora.

Não é uma questão de deixar de viver ou de cortar tudo de uma vez. É entender que alguns sacrifícios temporários podem ser necessários para sair de uma situação de endividamento.

Cuidado com as parcelas pequenas

Um dos maiores perigos para quem está tentando organizar as dívidas é se iludir com o valor de uma parcela.

A pessoa olha e pensa:

“É só R$ 50.”

Depois encontra outra coisa que custa R$ 60 e pensa novamente:

“Essa também cabe no meu bolso.”

Mais tarde aparece outra compra de R$ 40.

O problema aparece quando todas essas parcelas são somadas.

Uma parcela pequena pode não parecer um problema sozinha. Mas várias parcelas pequenas podem comprometer uma parte importante da renda.

Por isso, antes de fazer uma compra parcelada, não olhe somente para o valor da parcela.

Olhe também para todas as outras parcelas que você já tem para pagar.

As parcelas podem criar uma falsa sensação de que cabe no orçamento

Esse é um erro que pode acontecer com qualquer pessoa.

Quando olhamos apenas para uma parcela, ela parece fácil de pagar. O problema é que existem outras despesas acontecendo ao mesmo tempo.

Por isso, é importante ficar atento às chamadas parcelas ilusórias: aquelas que parecem pequenas e fáceis de pagar, mas que, somadas a várias outras, podem fazer com que a fatura do cartão fique muito maior do que você imaginava.

E quando chega o final do mês e você não consegue pagar o valor total da fatura, o problema pode crescer ainda mais.

Se você está endividado, tenha muito cuidado com o cartão de crédito

Se uma pessoa já está endividada e continua usando o cartão de crédito sem planejamento, fica muito difícil sair do vermelho.

Ela precisa entender que já existe uma dívida.

Se continuar fazendo novas compras, essa dívida tende a crescer.

Por isso, não usar o cartão de crédito enquanto organiza as dívidas pode ser uma decisão importante.

Se houver uma situação de extrema necessidade em que seja preciso utilizá-lo, é ainda mais importante ter certeza de que aquela compra poderá ser paga depois.

O limite do cartão não é dinheiro

Esse é um ponto que precisa ser entendido de uma vez por todas.

Se uma pessoa recebe R$ 2.000 por mês e possui R$ 3.000 de limite no cartão, ela não tem R$ 5.000 disponíveis para gastar.

Ela continua tendo uma renda de R$ 2.000.

O limite é um crédito que poderá gerar uma cobrança posteriormente.

Por isso, não trate o limite do cartão como parte da sua renda.

Organize as dívidas por prioridade

Depois de saber quanto deve e quanto pode pagar, é hora de organizar as prioridades.

Observe:

  • quais dívidas estão atrasadas;
  • quais possuem juros ou encargos;
  • quais podem crescer rapidamente;
  • quais compromissos são mais importantes para a família;
  • quanto você consegue pagar sem comprometer as despesas básicas.

Se não for possível pagar tudo, pode ser necessário procurar uma negociação.

Negocie de acordo com o que realmente pode pagar

Não adianta aceitar uma negociação apenas porque a parcela parece pequena.

Antes de assumir um acordo, procure entender:

  • quanto será pago por mês;
  • quantas parcelas serão;
  • quanto será pago no total;
  • quais juros e encargos estão envolvidos;
  • se a parcela realmente cabe no orçamento.

Uma parcela pequena pode parecer confortável, mas um prazo muito longo pode aumentar bastante o valor total pago.

O mais importante é não assumir um compromisso que você já sabe que terá dificuldade para cumprir.

E se mesmo reduzindo os gastos o dinheiro continuar não sendo suficiente?

Pode acontecer de a família já ter reduzido tudo o que era possível e, mesmo assim, o dinheiro continuar insuficiente para pagar as dívidas.

Nesse caso, talvez o problema não possa ser resolvido apenas cortando gastos.

Uma alternativa é procurar uma renda extra.

Todo mundo tem alguma habilidade em alguma coisa.

Talvez você saiba cozinhar, fazer doces, costurar, cuidar de crianças, fazer pequenos serviços, vender produtos ou tenha outra habilidade que possa ser transformada em uma fonte de renda.

O importante é descobrir aquilo que você sabe fazer e procurar uma maneira de utilizar essa habilidade para aumentar sua renda.

Pense na renda extra como uma ferramenta para sair das dívidas

Quando existe uma dívida, conseguir uma renda adicional pode ter uma motivação muito clara: livrar-se dela.

Você não precisa pensar necessariamente em fazer renda extra para sempre.

Pode ser uma estratégia temporária para conseguir colocar as contas em ordem.

Se o dinheiro extra for usado com planejamento, pode ajudar a reduzir o tempo necessário para resolver uma dívida.

Pare de fazer novas dívidas

Se você está tentando sair das dívidas, uma das atitudes mais importantes é parar de aumentar o problema.

Não adianta pagar uma dívida hoje e amanhã fazer outra compra parcelada sem necessidade.

Antes de comprar alguma coisa, pergunte:

Eu realmente preciso disso agora?

Se a resposta for não, talvez seja melhor esperar.

Esse cuidado é especialmente importante quando existe o hábito de utilizar o cartão de crédito para compras que poderiam ser adiadas.

Enquanto houver dívidas, cada novo compromisso precisa ser analisado com muito cuidado.

Um exemplo de como organizar as dívidas

Imagine uma família que recebe R$ 3.000 por mês.

Depois de organizar o orçamento, percebe que precisa de aproximadamente R$ 2.300 para as despesas básicas da casa.

Ao mesmo tempo, existem três compromissos:

DívidaSituaçãoValor
Cartão de créditoFatura pendenteR$ 600
LojaParcelamentoR$ 150
Conta atrasadaEm atrasoR$ 200

Nesse caso, não basta olhar para os R$ 950 de dívidas e decidir simplesmente pagar tudo de qualquer maneira.

A família precisa analisar quanto realmente consegue destinar às dívidas, quais compromissos são mais urgentes e se existe possibilidade de negociação.

Também pode procurar uma renda extra e reduzir temporariamente gastos não essenciais.

O objetivo será criar espaço no orçamento para pagar as dívidas sem deixar de atender às necessidades básicas da casa.

Esse exemplo mostra por que organizar as dívidas é diferente de simplesmente pagar contas.

Primeiro é preciso entender a situação. Depois, tomar decisões de acordo com a realidade financeira da família.

O que fazer quando você está cheio de dívidas

Se você está nessa situação, comece pelo básico.

1. Anote tudo

Não confie na memória.

Anote todas as dívidas, parcelas e compromissos financeiros.

2. Descubra quanto entra

Some todas as fontes de renda que a família possui.

3. Descubra quanto sai

Anote as despesas da casa e acompanhe os pequenos gastos também.

4. Pare de criar novas dívidas

Evite novas compras parceladas e tenha muito cuidado com o cartão de crédito.

5. Reduza os gastos não essenciais

Mesmo que seja apenas por um período, diminua aquilo que pode esperar.

6. Procure uma renda extra

Pense nas habilidades que você possui e veja como elas podem gerar algum dinheiro.

7. Negocie quando necessário

Se não consegue pagar uma dívida integralmente, procure uma negociação que realmente caiba no orçamento.

Como evitar voltar para a mesma situação

Depois de organizar ou pagar as dívidas, não abandone o controle financeiro.

É preciso entender o que levou ao endividamento.

Foi o cartão?

Foram muitas compras parceladas?

Foram pequenos gastos que nunca eram anotados?

A renda ficou menor?

A família teve uma despesa inesperada?

Ou foi uma combinação de vários fatores?

Descobrir a causa é importante porque, se o comportamento continuar igual, a dívida pode voltar.

Por isso, continue anotando o que entra e o que sai todos os meses.

Se você já tem o hábito de organizar as contas da casa, continue fazendo isso mesmo depois que as dívidas forem pagas.

O controle não deve existir somente quando aparece um problema.

Organizar as dívidas exige disciplina e consciência

Quando você se encontra perdida no fundo do poço e cheia de dívidas, precisa, antes de qualquer coisa, se organizar.

Anote absolutamente tudo.

Saiba o que entra e o que sai todos os meses.

Descubra quanto você deve e quanto realmente pode pagar.

Reduza os gastos que não são essenciais, evite fazer novas dívidas e, se for necessário, procure uma forma de aumentar sua renda.

Não existe organização financeira sem disciplina.

É preciso ser responsável e, principalmente, ter consciência da sua realidade financeira.

Se você não tiver esse controle, a conta dificilmente vai fechar.

Conclusão:

Quando o dinheiro não dá para pagar todas as dívidas, é natural ficar preocupado. Mas ficar apenas se preocupando não resolve o problema.

O primeiro passo é colocar tudo no papel.

Anote quanto entra, quanto sai, quanto você deve e quais são os seus compromissos.

Depois, reduza os gastos que não são essenciais, pare de criar novas dívidas e procure uma renda extra se for necessário.

Não use o cartão de crédito sem planejamento para tentar resolver um problema que já existe. Isso pode fazer a dívida crescer ainda mais.

Você não precisa resolver tudo de uma vez.

Precisa começar a colocar ordem naquilo que hoje parece uma grande confusão.

Organização, disciplina e consciência da sua realidade financeira são fundamentais para começar a sair da bola de neve das dívidas.

E, depois que conseguir equilibrar as contas, continue acompanhando o orçamento. Afinal, o objetivo não é apenas pagar as dívidas de hoje, mas construir uma rotina financeira que ajude a evitar novas dívidas amanhã.

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