Como Dividir o Salário Entre Contas, Alimentação e Lazer Sem Ficar no Vermelho

Tempo de leitura: 10 minutos

Como dividir o salário

Aprender como dividir o salário é uma das maiores dificuldades de quem precisa administrar o dinheiro da casa. Muitas pessoas recebem o pagamento, começam a quitar as contas, fazem as compras do mês e, quando percebem, o dinheiro já acabou. O problema é que ainda podem existir despesas para pagar antes do próximo salário.
Isso geralmente acontece quando não existe um planejamento antecipado de como a renda será distribuída. Sem saber quanto pode gastar com cada categoria, fica muito mais fácil gastar demais nos primeiros dias do mês e faltar dinheiro depois.

Dividir o salário não significa seguir uma fórmula rígida ou deixar de aproveitar a vida. Significa dar uma função para cada parte do dinheiro antes que ele seja gasto, considerando as necessidades da família, os compromissos financeiros e possíveis imprevistos.

Nos artigos anteriores, aprendemos a descobrir para onde o dinheiro está indo, montar um orçamento doméstico e separar gastos fixos e variáveis. Agora vamos avançar mais um passo e entender como distribuir a renda mensal entre contas, alimentação, lazer e outras prioridades.

Não espere o dinheiro acabar para descobrir quanto você poderia ter gastado.

Antes de dividir o salário, descubra quanto realmente entra

O primeiro passo como dividir o salário é saber qual é a renda disponível para aquele mês.

Considere o salário líquido e outras receitas que sejam realmente previsíveis. Se você recebe uma renda extra ocasional, por exemplo, não é recomendável contar com ela para pagar despesas essenciais antes que o dinheiro esteja garantido.

Faça uma lista de tudo o que entra e tenha um valor aproximado da renda mensal disponível.

Isso evita montar um orçamento baseado em dinheiro que talvez não esteja disponível.

Não conte com dinheiro que ainda não recebeu

Uma renda extra pode ajudar bastante, mas não deve ser usada como garantia para compromissos importantes se você não sabe quando ou se ela realmente virá.

É mais seguro organizar as despesas considerando a renda que você pode contar.

Primeiro, separe o dinheiro para as despesas essenciais

Como dividir o salário

Depois de saber quanto entra, o próximo passo é identificar as despesas que precisam ser pagas antes das demais.

Entre elas podem estar:

  • Aluguel ou prestação da casa;
  • Água;
  • Energia elétrica;
  • Alimentação;
  • Transporte;
  • Saúde;
  • Educação;
  • Outras despesas indispensáveis para a família.
    Essas contas devem ser consideradas primeiro porque deixar de pagá-las pode gerar consequências maiores para o orçamento.
    Depois de separar o dinheiro destinado às necessidades básicas, você poderá avaliar quanto está disponível para outras categorias.

    Prioridade não significa gastar somente com contas

    Ter prioridades não significa que todo o salário precisa ser destinado às contas.

    Uma organização financeira saudável também precisa considerar objetivos, imprevistos e algum espaço para lazer, dentro das possibilidades da família.

    O importante é não deixar essas despesas ocuparem um espaço maior do que o orçamento permite.

Quanto do salário deve ser destinado à alimentação?

A alimentação merece atenção especial porque é uma despesa essencial e pode variar bastante de uma família para outra.

Não existe um percentual único que funcione para todas as pessoas.

Uma família com duas pessoas terá necessidades diferentes de uma família com cinco. Os hábitos alimentares, a renda, a cidade onde mora e até a necessidade de comprar alimentos específicos também podem mudar bastante esse valor.
Por isso, em vez de copiar um percentual pronto, comece observando quanto sua família realmente gasta com alimentação.

Como evitar que o supermercado ultrapasse o orçamento

Antes de sair para fazer as compras, estabeleça um limite de quanto pode gastar.

Faça uma lista, verifique o que já existe em casa e procure comprar primeiro aquilo que realmente é necessário.
Também é importante ter cuidado com as promoções.

Uma promoção pode parecer uma oportunidade de economizar, mas se você comprar algo que não precisava ou gastar além do planejado, o resultado pode ser justamente o contrário.

Uma promoção só representa economia quando você realmente precisa do produto e o gasto cabe no seu orçamento.

Acredito que poucas pessoas se preocupam em definir o quanto podem gastar no supermercado. Algumas até fazem uma lista do que precisam comprar, mas acabam levando produtos além do necessário, principalmente quando encontram promoções. O problema é que uma promoção só representa economia quando o produto realmente é necessário e cabe no orçamento, caso contrário pode fazer a pessoa gastar mais do que havia planejado.

Como dividir o salário e quanto posso gastar com lazer?

Lazer também pode fazer parte do orçamento doméstico.

Sair para comer, assistir a um filme, fazer um passeio em família ou simplesmente aproveitar alguma atividade prazerosa não precisa ser encarado como desperdício.

O problema aparece quando o lazer é pago sem considerar as outras responsabilidades financeiras.
Por isso, em vez de perguntar apenas “posso gastar?”, pergunte:

Quanto posso gastar sem comprometer as despesas essenciais e os meus objetivos?

Lazer com limite é diferente de lazer sem planejamento

Definir um valor para lazer pode ajudar a aproveitar esses momentos sem culpa.


Se você sabe que tem R$ 100 disponíveis para essa finalidade durante o mês, por exemplo, pode escolher como utilizar esse dinheiro sem comprometer o valor reservado para as contas.

Nam minha opinião mesmo quea pessoa esteja individado não deve cortar completamente o lazer é importante reservar uma pequena quantia para esse fim, dentro das possibilidades do orçamento. Afinal ninguém é de ferro e todos precisam de momentos de descanso e bem-estar para aliviar o estresse e até refletir sobre a própria vida. é importante que o lazer tenha um limite e não comprometa o pagamento das despesas essenciais e das dívidas.

Uma forma simples de dividir o salário

Agora vamos colocar tudo em prática.
Imagine uma pessoa ou família com R$ 3.000 de renda líquida mensal.
Em vez de simplesmente aplicar uma fórmula pronta, ela pode começar identificando:

Valor planejado R$ 3.000,00

Contas essenciais R$ 1.500,00
Alimentação R$ 600,00
Transporte R$ 300,00
Lazer R$ 150,00
Reserva/imprevistos R$ 150,00
Outros objetivos R$ 300,00
Total R$ 3.000,00
Esse é apenas um exemplo, e não uma regra.

Se as despesas essenciais da sua família consomem R$ 1.800, por exemplo, não faz sentido tentar encaixá-las artificialmente em um percentual que não corresponde à realidade.

O objetivo é descobrir uma divisão que seja possível manter.

E se o salário não for suficiente para pagar tudo?

Como dividir o salário

Essa é uma situação que exige atenção.
Se a renda não cobre sequer as despesas essenciais, simplesmente dividir melhor o dinheiro pode não ser suficiente para resolver o problema.

Primeiro, é preciso descobrir onde o dinheiro está sendo gasto.
Depois, analisar quais despesas podem ser reduzidas, quais dívidas precisam ser negociadas e se existe alguma possibilidade de aumentar a renda.

Nesse momento, os pequenos gastos também merecem atenção.
Como Controlar os Pequenos Gastos que Acabam Comprometendo o Orçamento

O erro de gastar primeiro e tentar organizar depois

Um erro comum é receber o salário e começar a gastar sem estabelecer limites.
A pessoa pensa:
“Depois eu vejo quanto sobrou.”

O problema é que, quando chega esse momento, pode não ter sobrado nada.

Uma alternativa mais segura é fazer o planejamento assim:
Recebe → planeja → separa as prioridades → define os limites → gasta.

Dessa maneira, você sabe antecipadamente quanto pode gastar e consegue acompanhar se está seguindo o que foi planejado.

Na minha opinião,muitas pessoas chegam ao fim do mês sem dinheiro porque não fazem um planejamento antecipado. Não atotam o que entra e o que sai e quando percebe, o dinheiro já acabou.

Por isso é importante fazer uma previsão de quanto pode ser gasto durante o mês, dixando também uma margem para possíveis imprevisto. Acompanhar o extrato bancário comfrequência ajuda perceber como o dinheiro está sendo usado e evita chegar ao ponto de recorrer ao cheque especial.

Cuidado para não transformar o limite do cartão em salário

O cartão de crédito merece atenção especial quando estamos falando de dividir a renda.
Ter R$ 2.000 de limite não significa que você ganhou mais R$ 2.000 para gastar.

O limite representa um crédito que deverá ser pago posteriormente.

Antes de fazer uma compra, especialmente uma que não estava planejada, é importante pensar se haverá dinheiro suficiente para pagar a fatura integralmente no vencimento.

A fatura precisa caber no orçamento

Se você utiliza o cartão para compras durante o mês, o valor dessas compras precisa fazer parte do seu planejamento.

Caso contrário, você pode gastar mais do que sua renda permite e chegar ao vencimento sem dinheiro suficiente para pagar a fatura.

Quando isso acontece, o problema pode aumentar ainda mais.

Limite do cartão não é dinheiro disponível: é crédito que você terá que pagar depois.

Considerar o limite do cartão de crédito como parte do salário, pode deixar a pessoa ainda mais endividada. Antes de usar o cartão é importate saber se no final do mês será possível pagar o valor total da fatura.

Cada compra feita com o cartão representa um compromisso financceiro que precisará ser pago na data do vencimento. Quando a pessoa não consegue pagar a fatura uma nova dívida pode se acomular e dificultar ainda mais a organização do orçamento.

Como evitar ficar no vermelho no final do mês?

Depois de distribuir o salário, acompanhe o orçamento durante todo o mês.
Algumas atitudes simples podem ajudar:

  • Confira regularmente o saldo e o extrato bancário.
  • Registre os gastos realizados.
  • Acompanhe a fatura do cartão.
  • Respeite os limites definidos para cada categoria.
  • Evite contar com dinheiro que ainda não recebeu.
  • Reserve, quando possível, algum valor para imprevistos.
  • Revise o orçamento se perceber que alguma categoria está ultrapassando o planejado.
    O objetivo não é controlar cada centavo de maneira obsessiva. É perceber rapidamente quando alguma coisa está saindo do planejado para poder corrigir o caminho.

Conclusão

Dividir o salário de forma organizada não significa encontrar uma porcentagem perfeita para cada categoria. Significa entender a realidade financeira da sua família e dar uma função para o dinheiro antes que ele seja gasto.

Comece identificando quanto realmente entra, separe as despesas essenciais, defina quanto pode ser destinado à alimentação, estabeleça um limite para o lazer e reserve o que for possível para imprevistos e objetivos.
Também acompanhe os gastos durante o mês e lembre-se de que o limite do cartão de crédito não faz parte da sua renda.

Organizar as finanças não significa deixar de viver; significa aprender a viver dentro das suas possibilidades.
Se você ainda não acompanhou os artigos anteriores, comece descobrindo para onde seu dinheiro está indo, depois aprenda como montar um orçamento doméstico e entenda como separar os gastos fixos e variáveis. Depois disso, identificar e controlar os pequenos gastos será muito mais fácil.

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